Com o surgimento dos drones, o mapeamento aéreo não para de crescer

21 de maio de 2020 | Aerofotogrametria, Mapeamento Aéreo

Poder mapear uma área, seja ela habitada ou não, de forma rápida, precisa, detalhada sem a necessidade de grandes equipamentos e mão de obra. Essa é a realidade do mapeamento aéreo, desenvolvido por meio de drones ou Veículo Aéreo Não Tripulado (VANTs) e que tem se tornado uma opção cada vez mais procurada por empresas, gestões públicas, indústrias e até agricultores.

Mapeamento Aéreo, também conhecido como aerofotogrametria, é a cobertura aerofotográfica feita por drones com o objetivo de mapear uma área, permitindo executar medições precisas utilizando fotografias métricas.

A aplicação desse tipo de trabalho pode se dar em diferentes campos como topografia, geologia, astronomia, meteorologia e tantos outros. Neste artigo, vamos detalhar seu uso no setor topográfico, especialmente em trabalhos relacionados com construção, arquitetura, agricultura, entre outros.

O que é um drone?  

Antes de entender melhor como se dá o funcionamento o mapeamento aéreo, é importante saber mais sobre equipamentos que possibilitam esse tipo de serviço, os drones e os VANTs. Ambos possuem hélices e são veículos não tripulados, mas o primeiro não possui uma carga útil embarcada, enquanto o segundo tem uma função totalmente comercial ou para fins de pesquisa científica e experimentos.

Esses equipamentos são controlados remotamente e devem respeitar o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial (RBAC) nº 94, apresentado pela Agência Nacional de Avaliação (ANAC), que acaba de completar dois anos em vigor. O documento estipula quem pode manipular os drones, locais onde é proibido o uso do equipamento, entre outras exigências.

Uso de drones cresce no Brasil

De acordo com os dados da ANAC, o número de drones registrados para uso profissional vem crescendo nos últimos anos. Em 2017, eram 11.167 equipamentos sendo utilizados para, entre outras funções, realizar mapeamentos aéreos. Até abril deste ano, esse número já saltou 24.427, o que representa um crescimento de 118%.

Vantagens do mapeamento aéreo

Entre os benefícios que são possíveis registar com o mapeamento aéreo está a produtividade, já que um drone é capaz de fazer um trabalho demorado e custoso de forma rápida e precisa, o que faz toda a diferença em um mercado cada vez mais competitivo.

O detalhamento que pode ser alcançado é outro ponto a ser levado em consideração, já que os drones fazem voos mais baixos que aviões tripulados, por exemplo, e alcançam imagens cada vez mais precisas.

A diminuição de custos de mão de obra também se caracteriza como vantagem, já que para operar o drone é necessário apenas um profissional, com isso, há uma redução de equipes de campo. Se comparado com a topografia, por exemplo, um serviço programado para duas semanas pode facilmente ser realizado em um dia.

Aplicações do mapeamento aéreo

O mapeamento aéreo pode ser útil em diferentes mercados, sendo um diferencial na hora de fazer planejamentos estratégicos que visaram o desenvolvimento e crescimento de uma empresa, uma indústria, uma construtora, entre outros setores importantes que compõem a economia brasileira.

Veja abaixo as principais aplicações:

  • Urbanismo: Documentação, análise, fiscalização e monitoramento da área urbana e rural; mapeamento temático fundiário, mapeamento do uso do solo; mapeamento de infraestrutura urbana e Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM);
  • Construção Civil: acompanhamento, inspeção, monitoramento e fiscalização de obras e de infraestruturas, cálculo de área e volume e levantamento topográfico;
  • Mineração: mapeamento aéreo de minas e ferrovias, cálculo de área e volume de pilhas de minério e acompanhamento da evolução de cavas;
  • Arquitetura: documentação de edificações históricas para conservação e restauro; acompanhamento, inspeção, monitoramento e fiscalização de obras; projeto arquitetônico, urbanístico e paisagístico; análise de conforto ambiental (insolejamento e ventilação);
  • Meio ambiente: monitoramento ambiental, monitoramento de áreas de risco, monitoramento de áreas com processos erosivos, mapeamento e monitoramento de encostas, mapeamento e monitoramento de reflorestamento e produção de Mapas Temáticos para EIA Rima;
  • Poder público: mapeamento de áreas construídas para atualização dos cálculos do IPTU, monitoramento de áreas com risco de invasão.

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